
O salão de Xangai teve grande importância em tempos de crise. Lá, foram revelados novos modelos de importantes fabricantes globais, passando desde Audi, BMW e Mercedes culminando com o mais esperado lançamento da Porsche, o Panamera.
A China vive um momento histórico, de extrema euforia quando se fala em indústria automobilística. Só no primeiro trimestre deste ano, foram comercializados 772.000 unidades, com expectativa que o ano feche com produção em torno dos 9 milhões de carros. É, portanto, um mercado que chama a atenção de qualquer fabricante.
Mas ainda assim, a China reserva muitas surpresas. Com o grande protecionismo que existe para os fabricantes locais, um dos trabalhos de menor remuneração é o de design, tão valorizado em outros países e até mesmo aqui no Brasil.
Lá é diferente. É mais fácil, mais rápido e mais barato copiar ao invés de cobrar. Além do que, os tribunais locais não reconhecem patentes registradas em outros países.
E a vítima mais recente da pirataria, ou melhor, dos produtos genéricos, é a Rolls-Royce com seu luxuoso modelo Phanton. Ele foi simplesmente clonado pela Geely que aproveitou o salão do automóvel de seu país para apresentar o GE.
Como o país está em rápido desenvolvimento, muitos novos milionários querem ter a oportunidade de rodar em carros exclusivos e que transmitam o luxo e a ostentação. Aí entra o Geely GE. Ele é o Phanton em todos seus detalhes, tendo de diferente apenas o tamanho reduzido. Na frente vão motorista e um passageiro que teoricamente seria o segurança, e atrás somente um passageiro.
Como nem todo genérico é perfeito, o Geely GE, usa motor 1.8, ao contrário de um verdadeiro Rolls Phanton que tem um V12 de 6.7 litros com 460 cv de potência, que acelera de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos e pode chegar aos 240 km/h de máxima.
É, o genérico pode até enganar, mas que tem estirpe não se engana.
Fonte: CarMagazine

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