
Os motores bicombustíveis chegaram ao mercado em 2003, com o Volkswagen Gol, e, de lá para cá, virou uma obrigação para quem quiser brigar para valer no mercado de automóveis. A Nissan acordou um pouco tarde para esta necessidade e, quase seis anos após o início da febre flex, estreia a tecnologia e lança a minivan Livina.
Fabricada no Brasil, na unidade de São José dos Pinhais (PR), o monovolume chega com motores de 1,6 litro e 1,8 litro, ambos de 16V. O menor é compartilhado com carros de Renault e tem 104 cv com gasolina e 108 cv com álcool a 5.750 rpm. O torque é de 14,9 kgfm (g) e 15,3 kgfm (a) a 3.750 giros. Os números são menores que nos co-irmãos da marca francesa em razão de uma adaptação no sistema de admissão que a Nissan precisou fazer para poder encaixar a mecânica no cofre.
Destaque, então, para o sistema de partida a frio. Como ainda não conta com a tecnologia E-Flex, adotada pelo Volkswagen Polo, a Nissan colocou a portinhola de abastecimento no pé do para-brisa. Com isso, não é preciso abrir o capô para colocar gasolina e, dessa forma, evitam-se riscos como o de a gasolina vazar sobre o motor quente. Em contrapartida, existe a possibilidade de o frentista deixar pingar combustível na lataria.
O maior motor, o 1.8, vem do Tiida e é responsável por 125 cv (g) e 126 cv (a) a 5.200 rpm e 17,5 kgfm de torque a 4.800 giros com os dois combustíveis. O propulsor 1.6 acompanha apenas câmbio manual de cinco marchas, da Renault. De acordo com a fabricante, a Livina mais barata acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e alcança 183 km/h. O consumo divulgado é de 7,7 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada. Os números foram medidos com álcool.
Se o motorista não quiser mudar de marcha, tem de levar o 1.8 que vem com a caixa automática de quatro velocidades, também emprestado do hatch médio. Com combustível derivado de cana, o motor mais potente leva a minivan a 100 km/h em 10,7 segundos e chega a 182 km/h. Na cidade, precisa de um litro de álcool para rodar 7 km. Com a mesma quantidade, roda 10,3 quilômetros na estrada.
Preço e equipamentos para enfrentar rivais
Com preços a partir de R$ 46.690, a Nissan aposta no custo-benefício para emplacar sua minivan. A Livina de entrada vem com ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico e airbag para motorista. Com motor 1.8 e câmbio automático, a versão básica sobe para R$ 50.690. A versão SL acresce airbag duplo, freios ABS com distribuidor de frenagem, abertura das portas com controle remoto, revestimentos em veludo, faróis de neblina, rodas de liga-leve de 15 polegadas e CD-Player com entrada auxiliar. Com motor 1.6, custa R$ 51.490 e não sai por menos de R$ 56.690 com mecânica 1.8.
Outro ponto alto da Livina é o espaço interno. Baseada na plataforma da Renault Scénic, a minivan conta com espaço para cinco ocupantes (a Grand Livina, para sete, chega no meio do ano) e porta-malas de 449 litros. É o maior da categoria, que conta com Chevrolet Meriva (390 l), Honda Fit (384 l) e Fiat Idea (380 l). A Nissan também é dona das maiores dimensões, como comprimento de 4,18 m, largura de 1,69 m, altura de 1,57 m e entre-eixos de 2,60 m...
Fonte: iCarros

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