SUV compacto chega ao País e traz boa fama na bagagemAntes mesmo de ser lançado no mercado europeu, o jipinho GLK já fazia sucesso entre os consumidores. Mais de 10 mil encomendas foram feitas antes de o SUV (Sporty Utility Vehicle) chegar às lojas, em outubro do ano passado. E a Mercedes-Benz não poupou esforços para promover seu novo utilitário esportivo. O GLK foi, inclusive, estrela de cinema no filme “Sex and the City”, no papel de carro da personagem Samantha Jones, interpretada pela atriz Kim Cattrall.
Por aqui, o GLK fez sua primeira aparição no Salão do Automóvel de São Paulo e começou a chegar às concessionárias em fevereiro deste ano. O preço tem peso de celebridade: R$ 225 mil. Apenas uma versão está disponível nas lojas, equipada com motor V6, de 231 cavalos de potência, e câmbio automático de sete marchas. Dirigimos o famoso jipinho neste mês, nas estradas que levam Juiz de Fora (MG) à capital carioca.
ESTILO
Quadrado? Sim. Mas não conservador, segundo a Mercedes. Na concepção da marca, as linhas marcantes do GLK imprimem a tendência de design do futuro, principalmente no segmento dos utilitários esportivos. O desenho é inspirado no robusto Classe G, histórico modelo da marca, comercializado há 30 anos. Os vincos acentuados se destacam no capô e nas laterais, com linhas sobressalentes que se movimentam na diagonal, em direção à traseira. Lá, as duas saídas de ar incitam a esportividade do jipe e o design lembra o irmão mais velho Classe M.
A precisão do ‘quadradinho’ da Mercedes é incorporada ao ambiente interno. Tudo é encaixado perfeitamente, sem o menor sinal de mau acabamento, seguindo os mandamentos de um carro de luxo. Os bancos são revestidos de couro. Na versão avaliada pelo Carsale, o modelo trazia cor predominante preta, com detalhes em alumínio no console entre os bancos dianteiros, portas e painel. Mas a aplicação de uma faixa cromada em boa parte da superfície do painel, à frente do passageiro, dá um visual pesado ao conjunto. O revestimento interno também traz opções de cores bege e cinza.
Os três passageiros de trás viajam muito confortáveis, e todos contam com encostos de cabeça e cintos de segurança de três pontos. Há também saídas de ar-condicionado (digital), que ficam entre os bancos dianteiros, com botões de regulagem de temperatura. O GLK tem 2,75 metros de distância entre-eixos, 4,53 m de comprimento, 1,84 m de largura e 1,69 m de altura. Para as bagagens, há capacidade de 450 litros disponível no porta-malas, que pode ser ampliada para 1.550 litros com os bancos rebatidos.
Antes de iniciar a viagem, os desacostumados penam um pouco para encontrar o controle elétrico dos bancos, que ao invés de estarem na parte inferior dos assentos (motorista e passageiro), estão localizados nas portas, juntamente com os comandos dos vidros, travas e retrovisores. Mas depois de se adaptar ao sistema, você se pergunta por que não tinha pensado nisso antes, tamanha a facilidade e boa ergonomia. É possível ainda memorizar três posições diferentes dos bancos, para que o GLK se encarregue de ajustá-los automaticamente.
DESEMPENHO
Com motor V6 de 231 cavalos, movido a gasolina, o GLK atinge velocidade máxima de 210 km/h e precisa de apenas 7,6 segundos para chegar a 100 km/h. Isso quer dizer que nem mesmo os 1.830 quilos de peso do jipe (em ordem de marcha) tornam o clima moroso a bordo. Pelo contrário. Ele é tão ágil e divertido que às vezes não lembra um SUV. O torque máximo de 30,6 kgfm disponível a partir dos 2.500 rpm também ajuda a surpreender nas saídas e retomadas.
O câmbio 7G-Tronic, automático, seqüencial, de sete marchas, tem trocas quase imperceptíveis e também colabora na economia de combustível, já que o motor trabalha em baixas rotações em sétima marcha e, assim, consome menos gasolina. Segundo a Mercedes, o consumo médio do modelo é de 9,8 km/l - uma boa marca no mundo dos SUVs -, que também se justifica pelo baixo peso e bom coeficiente aerodinâmico (cx de 0,35) do GLK.
O ambiente interno é extremamente silencioso, seguindo a receita do Classe M, e o motorista quase não percebe que está acima dos 100 km/h - só mesmo o velocímetro para lembrar. Além do sossego aos ouvidos, os ocupantes não sentem as imperfeições do solo, graças à suspensão Agility Control, que controla mecanicamente a ação dos amortecedores dependendo das condições do piso. A tecnologia também adapta a suspensão à maneira de dirigir do motorista, deixando o GLK mais confortável ou firme em altas velocidades e curvas acentuadas. O resultado de tudo isso é um SUV estável, seguro e prazeroso de guiar.
Para quem gosta de off-road - e não tem dó de colocar o jipe de R$ 225 mil na lama -, aqui vai uma boa dica: a tração é integral nas quatro rodas e o GLK tem 201 mm de distância do solo, além de 21° de ângulo de saída e 23° de ângulo de entrada.
MERCADO
O GLK também é equipado com airbags duplos frontais, laterais nos bancos dianteiros e airbags de janela; freios a disco com ABS nas quatro rodas com sistema de assistência à frenagem (BAS), além de controle de estabilidade (ESP). O pacotão de equipamentos também inclui volante multifuncional, sensor de chuva, sistema de auxílio de estacionamento, rodas de liga-leve em 19 polegadas, saídas de escapamento cromadas, volante multifuncional em couro, entre diversos itens. Atrativo, o jipe da Mercedes enfrenta, no mercado nacional, a concorrência direta do BMW X3, que custa R$ 269 mil na versão equipada com motor 3.0 l, seis cilindros, de 230 cv, e R$ 229 mil no modelo com motor 2.5 litros, de 218 cv. Mas vem aí o Audi Q5, em maio, que promete sacudir o segmento dos utilitários compactos de luxo.
Fonte: CarSale

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